Selvagens e Perigosas

Tive a felicidade de as ver caçar. Pareci um documentário do NG ao vivo.A busca, a escolha, a velocidade, as mudanças de direcção, a imperiosa necessidade de não falhar. As chitas não acusam a pressão.






Mettalica: 8/6 em Arnhem, Holanda
Red Hot Chili Peppers: 12/6 em Dortmund
Finalmente chegou-me via amazon.uk o CD “Broken Boy Soldiers”, da nova banda de Jack White Les Raconteurs. É um grande album de rock and roll , mescla perfeita do rock de White e o pop de Brendan Benson, seu vizinho de Detroit e companheiro de viagem juntamente com o baixo (Jack Lawrence) e bateria (Patrick Keeler) dos garage rock The Greenhornes.A abrir “Steady as she goes” exemplar na fusão das guitarras dos White Stripes com os arranjos e a voz claramente pop, agarra-nos às primeiras batidas, persistente e insinuante. A segunda faixa, “Hands” mostra as influências dos Beatles em Benson, melódica, logo nos vemos a fazer coro, uhuh uhuhuh, mas em “Broken Soldiers”, Jack White toma o comando e os Zepellins voam alto. E não falta uma balada, “Together”, que seduz e ilumina. Em “Intimate secretary” e o psicadélico “Store bought bones” o ping-pong Jack / Brendan continua, em “Yellow Sun” revisitamos os sixties, ”Level” ou “Blue Vein” levam a marca vermelho e branca de Jack White e “Call it a day “ a de Benson.
"Broken boy soldier" não será o melhor album do ano, mas é o melhor do trimestre. Ouve-se com agrado, e a alegria transvasa dos músicos pelos nossos ouvidos. É uma lufada de ar fresco, e oLes Raconteurs não serão apenas um grupo do momento, com som e identidade próprias. Os fantasmas dos Led Zeppelin, Velvet Underground (Lou Reed hoje ao vivo em NY no World Trade Center) e Beatles flutuam pelo álbum. E quem se queixa?
Les Raconteurs ao vivo em Colónia a 29/6. Perfeito para combinar com o Portugal-Inglaterra a 1/7 em Gelsenkirchen ,1/4 final do Mundial ( o sonho comanda a vida).
Em alternativa concerto a 25/8 em Paris.
CD: "Broken Boy Soldiers", na amazon.uk € 13.17; download na iTunes € 9.90
RAN (1985) de Akira KurosawaEm 1951 surge a consagração internacional com Rashomon ,Leão de Ouro em Veneza. E Óscar de Melhor filme Estrangeiro. Seguiu-se Ikuru, Urso de Prata em Berlim no ano seguinte(voltaria a ganhar com”A Fortaleza Escondida” em 1958 .Derzu Usala ganhou o Óscar de melhor filme estrangeiro em 1975 e Kagemusha (1980) a Palma de Ouro em Cannes.
Dos seus filmes foram feitos remakes que deram grandes êxitos comerciais como “Os Sete Samurais” , homenagem de Kurosawa a Ford que originou “Os Sete Magnificos”, ou Yojimbo que foi pirateado por Sergio Leone em “Por um Punhado de Dólarese adaptado por Walter Hill em 1996 em “Last Man Standing”. “ A Fortaleza Escondida” foi fonte de inspiração de George Lucas para a saga da “Guerra das Estrelas”.
Em 1970 realiza Dodes Kaden história de um bairro de lata, poema a cores marcadamente fortes, em que seguimos uma crinça deficiente mental que conduz um comboio imaginário. Foi um dos filmes mais belos que vi, e só não o escolhi para ilustrar este texto porque só vi o filme em TV e não conheço o DVD. Foi um fracasso de bilheteira e crítica,o que levou Kurosawa a tentar o suicidio.
Com o apoio de George Lucas e Coppola filma em 1980 "Kagemusha" ,épico histórico, que muitos consideram um esboço da sua
obra prima Ran.
Ran é um filme épico, grandioso mas intimista, amargo retrato da condição humana, em que vamos desfolhando o carácter e as traições do personagens para encontrarmos um mundo sem Deuses. Combinando energia e estase, a perfeição estética do filme mascara a anarquia emocional que o percorre.Tal como muitos dos seus personagens o filme parecendo uma coisa revela-se muito mais complexo, fazendo jus ao título cuja tradução significa Caos.
Adaptação de “King Lear” às lendas e fábulas do Japão do séc. XVI, segue a estrutura em cinco actos da peça de Shakespeare. Hidetora , um senhor da Guerra envelhecido divide o seu reino pelos três filhos. O mais novo, e favorito, discorda da decisão do pai, e é banido. Os mais velhos assumem o poder, mas a transição pacífica que o velho idealizara, esfuma-se entre traição e vingança,poder e ganância. Hidetora submerge na loucura à medida que observa a desintegração apocliptica do seu reino, com ele as pontes que unem pai e filho, irmão e irmão, samurai e o seu senhor. Personagem marcante do filme é também Kaede, que se vai vingar de Hidetora pelo assassinato dos pais , usando, para tanto, primeiro Taro, seu marido, e depois Jiro, que a toma como esposa após matar o irmão mais velho em combate.
Ran é o filme testamento de Kurosawa. Quem pode suportar um filme em que Deus está presente mas é impotente, familiares traem-se mutuamente e a loucura é o único caminho para a sobrevivência? Kurosawa seduz-nos com a beleza das imagens para nos fazer apreciar um conto sobre a maldição humana.
Kurosawa usa a paisagem para realizar a sua visão. A rodagem do filme foi feita no Monte Aso, um vulcão activo na ilha de Kyushu, tendo obtido autorização para filmar nos castelos de Kumamoto e Himeji; o terceiro castelo que desaba em ruínas após um incêndio foi inteiramente construído para o filme nas encostas do Monte Fuji. , Os 1400 fatos usados no filmes foram feitos à mão, num trabalho que levou três anos a executar
Kurosawa gastou dez anos a preparer todos os detalhes, pintando centenas de telas com as cenasdo filme. O que explica a maestria estética de Kurosawa, que filmando a mesma cena com
diferentes câmaras e ângulos, nos agara logo na primeira cena, em que as nuvens pressagiam a tempestade, e apesar do silêncio de quatros cavaleiros estáticos, há uma intensa dinâmica visual. O contraste terra e céu, a reduzida profundidade de campo conseguida pela teleobjectiva, a tensão conseguida pela direcção completamente distinta dos olhares de cada cavaleiro e o mistério do que esses olhares buscam.
A cena da batalha, que terá inspirado Spielberg em “O Resgate do Soldado Ryan” é considerada uma das mais grandiloquentes cenas alguma vez filmadas. Vista de um ponto de vista distanciado e omnisciente, até uma nova atrocidade ser lançada por Kurosawa para a cena. O seu transcendente poder desta decorre da ritualização das cenas que o precedem e do seu final, em que Hidetora rodeado dos seus samurais abandona o seu castelo em ruínas.
A montagem do filme é espantosa, criando um efeito de acelaração da acção, intoduzindo uma acção mais tardia numa cena, saltando de uma para outra. O que podemos apreciar na cena final em que um cego caminha para um precipicio, e Kurosawa nos mostra um vermelho infernal num mundo plano e desolado, num profundo contraste com o verde e o azul da abertura.
Yôko Yaguchi, esposa de Akira Kurosawa faleceu durante a rodagem do filme, mas as filmagens apenas foram suspensas por um dia.
Cidadão do mundo, Kurosawa bebeu na arte e na cultura ocidentais, sem maiores temores. “Não importa para onde eu vá, e embora não fale outra língua, nenhum lugar é estranho o suficiente para mim. Sinto que a Terra é meu lar. As suas incursões foram além da música de Beethoven, Haydn e Schubert, que usou nas bandas sonoras dos seus filmes. Apaixonado por Shakespeare, adaptou Rei Lear e Macbeth; O Idiota, inspirado da obra de Dostoiévsky, e Ralé, adaptado na obra de Gorki. Mas nada se compara ao seu amor pela personalidade controversa e pela obra genial de Vincent Van Gogh no episódio “Os Corvos”, do filme Sonhos
Em 1990, recebe o Oscar Honorário pelo conjunto de sua obra da Academia de Hollywood.
"I once asked Akira Kurosawa why he had chosen to frame a shot in Ran in a particular way. His answer was that if he he'd panned the camera one inch to the left, the Sony factory would be sitting there exposed, and if he he'd panned an inch to the right, we would see the airport - neither of which belonged in a period movie. Only the person who's made the movie knows what goes into the decisions that result in any piece of work." (Sidney Lumet in Making Movies, 1995)
Aqui podem ver o trailer.

A propósito do Festival de Cinema que hoje se inicia recordo um repasto no Palme d’Or, restaurante de alta cozinha sito no Hotel Martinez, um dos locais mais procurados pelas estrelas que ora visitam Cannes.
Propriedade da família Taittinger ( do champagne homónimo) , tem uma decoração art-deco, com fantásticas janelas panorâmicas que se abrem sobre a baía ou um jardim de inverno, e dotado de terraços sobre a piscina, o mar e La Croisette. Local ideal para ver e ser visto em época de festival, foi por mim visitado num recatado mês de Janeiro do milénio passsado.
Os legumes em Emulsão de cenouras com chocolate e morilles
Os Espargos« da terra ao fogo » com sabayon de ananás e presunto caramelizado com vinagre de cidra
Ou
Os Moluscos Vieira ao vapor e Lagostins grelhados com elixir de amendoas e polpa de manga
Robalo apresentado em Caixa ,do Mediterrâneo, assado em crosta de manteiga e sal, com tártaro de vitela, e suco de rabanetes
Cordeiro de Leite com fumado de enguia, pimenta em caponata, e beringela ao roamaninho
Terminava com Carro de queijos e escolha de Sobremesas, de que se destacam




Pelo Kafka soube do novo filme de Sofia Coppola, Marie Antoinette. A estreia está prevista para Setembro. As imagens ( e Sofia) prometem um grande filme. No site dele podem ver o trailer oficial. Aqui deixo-vos o teaser só com os New Order.
Uma das curiosidades do filme é o desempenho de Marianne Faithfull como Maria-Theresa. E que dizem da banda sonora dos New Order?

Depois da polémica suscitado pelo iberismo de um certo ministro, eu iberista me confesso. Pelo menos no capítulo dos vinhos. Ao recordar os vinhos que bebi no Zalacain vieram-me à memória alguns tintos espanhóis que me proporconaram um prazer dos diabos. Deixando para outro post uma prova cega que realizeei para alguns amigos iniciados nas coisas do vinho, em que competiam os melhores Douro e os Ribera del Duero, vou hoje descrever quatro grandes vinhos da região de Priorat.

Garnacha (50%), Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (3%), Syrah (2%)
Clos Martinet Piorat 98, de Sara Pérez,
Clos Mogador 98, de René Barbier
Gosto dos White Stripes. Melhor dito, gosto muito dos White Stripes – bem, para dizer a verdade, penso que os White Stripes são a melhor coisa que aconteceu ao rock desde os Nirvana! Este grupo surgiu em 1997, em Detroit, formado na prática por apenas dois elementos, os irmãos Jack e Meg White, com colaborações pontuais de músicos de estúdio, trouxe de volta a frescura perdida, a revolta e a energia que caracterizam o verdadeiro rock. Com Jack na voz e na guitarra e Meg explosiva na bateria, eles têm-nos dado algumas das melhores canções dos últimos anos, numa mistura inusitada de estilos que vão do punk aos blues. A sua discografia inclui já cinco álbuns (White Stripes; De Stijl; White Blood Cells; Elephant e Get Behind Me, Satan), algumas colectâneas e pelo menos um DVD (Live at Blackpool). Elephant, editado em 2003, é sem sombra de dúvida, um álbum que vai ficar na história, aliando a força de temas como o conhecido “Seven Nation Army”, “I Don’t Know What To Do With Myself” e “The Hardest Button to Button” ao lirismo amargo e belo de “You Have Got Her in Your Pocket”. Foi propositadamente gravado com meios tecnológicos anteriores a 1964, no intuito de se conseguir um som mais próximo do rock original, e basta apenas ouvi-lo duas ou três vezes para uma pessoa ficar fã do grupo. Um CD imprescindível, a recomendar a todos os amigos! Não esquecer também a visita ao site do grupo!
The Big Sleep de Howard HawksAdaptação da novela de Raymond Chandler , clássico do filme negro, com o detective Philip Marlowe (Humphrey Bogart). O argumento foi escrito pelo Nobel William Faulkner. A atmosfera do filme é negra e paranoica, cheia de suspeições, temor e intriga. Temos chantagistas, assassinos doentios, jogo, perversão e vício enquanto o mundo segue o seu rumo, adormecido. Misterioso, complexo, por vezes confuso, cheio de pontas soltas, como o assassínio de Owen Taylor, que o próprio Chandler admitiu não saber quem era o culpado, nem interessava. Um detective privado , falsas pistas, diálogos inesqueciveis e piadas sarcásticas, personagens obscuros, mulheres fatais, acção, tiros, cenas electrizantes e violentas. Personagens importantes que não aparecem no ecran, outras que mal surgem são eliminadas rápidamente . Há informação deliberadamente omitida e referências veladas a temas tabu (na época), como o uso de drogas, a ninfomania de Carmen, a pornografia, a homosexualidade. Sabemos hoje que na montagem o estúdio cortou inúmeras cenas, que podem hoje ser vistas nalgumas edições em DVD ( com mais 18 minutos de filme).
Muito mais importante que o linear enredo de chantagem e assassínio, é o estilo do método de investigação do detective privado, com quem o espectador se identifica, e que faz o seu percurso pelo tenebroso submundo do crime, saltando de um cenário opressivo para outro, de personagens perversos para outros, de mulher fatal em mulher fatal. O personagem de Marlowe ganhou um estatuto de culto, de arquétipo do detective com este filme. Os diálogos do filme, escritos por Faulkner, e muitas vezes resultado da química entre Bogey e Bacall , que abria espaço à improvisação, são fabulosos. Não é apenas nos diálogos com Bacall, mas também a cena com Dorothy Malone, a vendedora de livros, está repleta de trocadilhos cheios de tensão sexual. Tendo estreado em 1946, foi rodado em 1944, seis meses antes do casamento de Bogart e Bacall. O sucesso da dupla foi tal ( como já fora em "To Have or Have Not") que já depois do filme acabado, cenas adicionais com os dois foram rodadas para apimentar a história.
Hawks nasceu em Indiana tendo-se mudado para a California com 10 anos. Cursou Engenharia mecânica em Cornell. Piloto na WW I trabalhou depois na indústria aeronáutica mas logo ingressou em Holywood onde começou por fazer montagens na companhia de Mary Pickford. .O seu primeiro filme como realizador e argumentista foi "The Road to Glory" . Título profético, iniciou uma das mais versáteis carreiras de realizadores americanos
Aclamado pelos Cahiers du Cinéma, como o maior auteur americano, são vários os filmes de Hawks que fazem parte da história do cinema. Comédias como “Bringing Up Baby”, com Gary Grant e Katherine Hepburn, “Monkey Business” (1952) celebração do políticamente incorrecto com Gary Grant,. "Gentlemen Prefer Blondes" (1953), musical com Marilyn Monroe e Jane Russell à caça de maridos ricos. Filmes negros como “Scarface” (1932), poduzido por Howard Hughes. com Paul Muni como Al Capone . Ou “To Have And To Have Not” (1944) adaptação do romance de Hemingway com Humphrey Bogart e Lauren Bacall, com a célebre frase de Bacall para Bogey: "You don't have to say anything and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? Just put your lips together and blow.” Westerns como” Red River” (1948) com John Wayne e um rebelde Montgomery Clift ou “Rio Bravo” (1959) resposta ao pessimismo de High Noon, alegoria da era McCarthy e ” Eldorado” (1967). Filmes de guerra como Air Force (1943) ou Dawn Patrol (1930) e o biopic “Sargent York” (1941) com Gary Cooper. Esta versatilidade, também a encontramos em John Ford ( mas associamos este ao western), mas Hawks conseguiu não ser tipicado como realizador de um só género.
Hawks nunca foi nomeado para um Óscar da Academia, tendo recebido um Óscar honorário em 1975
The Big Sleep é um dos mais intrigantes exemplos do film noir. Todo o cinéfilo deve ver este filme pelo menos uma vez.
DVD: The Big Sleep- À Beira do Abismo (1946), na amazon.uk, € 24.80

Do mesmo autor, recomenda-se a leitura de " A sala das perguntas" e "A esmeralda partida"

Egberto Gismonti
Nasceu em 1947 numa cidade do interior do Rio de Janeiro, filho de pai libanês, músico, e mãe siciliana. Começou a estudar piano com seis anos, e aos 21 anos veio para a Europa completar a sua formação clássica. No regresso ao Brasil, começou a pesquisar a música popular e a estudar as mais variadas guitarras. Do batuque da Amazônia ao samba e choro do Rio, através do forró, frevo e baião nordestinos, captou a essência da alma brasileira, de uma forma primitiva e ao mesmo tempo sofisticada, reflexo da sua formação clássica e do papel do jazz na sua musica. Passou dois anos a estudar novas sonoridades com os mais diversos instrumentos como flautas, kalimbas, sho, sinos e o celebrado berimbau. As suas influências vão de Ravel e Heitor Vila-Lobos a Jimmi Hendrix.
Comprar estes LP´s no ínicio da década de 80 não era fácil. Não havia a amazon, mas havia a Tubitek com a sua secção de albuns importados (caros,caríssimos), com uma forte representação da ECM. Foi aí que descobri vários dos LP´s de Gismonti. Nunca vi Gismonti ao vivo. Cheguei a ter bilhete para um concerto que deu nos anos oitenta no Rivoli, mas como era em véspera de exame acabei por vender o bilhete. Claro que no dia seguinte o exame correu mal.
Circense (1980)
Nesta obra prima de Gismonti, concebida no universo de um circo, está presente a ambivalência da tradição global do Circo com a riqueza das pequenas companhias locais de circo, que encaixa na universalidade da música de Gismonti enriquecida com elementos da música popular brasileira.
Do electrizante “Karate”e o frenético “Equilibrista” ao mistíco “Mágico”, passando por “Cego Aderaldo”, homenagem a um guitarrista nordestino, com o violino de Shankar e o virtuosismo da viola de dez cordas de Gismonti e um "Palhaço" desprestencioso, salpicado pelo riso das crianças, numa harmonia a roçar o blues, apaixonante, num crescendo harmónico até ao esplendor da orquestra, e os sentidos “Ciranda” e “Mais que a Paixão”, raros momentos em que escutamos a voz do compositor, Circense é uma viagem em que vale a pena embarcar. Excelente para ouvir no final de um dia particularmente extenuante.
CD:
Circense foi lançado em CD em 91. Não o encontrei recentemente à venda.
Na amazon.uk custa €18.96 e na cdgo.com €21.95.
Na FNAC encontrei “Sol do Meio Dia”. “Solo” , “Dança das Cabeças” e “Sanfona”.
Para amantes do vynil, “Sol do Meio Dia” em LP, na cdgo.com, € 12.95

SEVER




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