quarta-feira, agosto 23, 2006

O Estrangeiro

Obra marcante da literatura francesa , “O Estrangeiro” de Camus foi descoberto por um leitor especial. O Mr. Bush, que no seu rancho, por entre passeios de bicicleta , se envolveu com a singularidade de Meursault e terá até, vejam lá, tido com Tony Snow «une brève conversation sur les origines de l'existentialisme français, Camus et Sartre».

Fez-me recuar ao verão de 78, em que tendo partido uma perna no primeiro dia de férias, me vi preso a uma cama por quatro semanas. Por entre os jogos do Mundial da Argentina, devorei uma série de livros. Um deles foi o que agora fascinou George W.,

O homem de Camus, Mersault, que acaba condenado à morte por ter assassinado preventivamente um árabe, procura a justificação da sua existência e não a encontra, convertendo-se assim num estranho, um estrangeiro para si mesmo. A indiferença, a ausência de ambição ou sentimento criam um distanciamento do personagem, que se coloca à margem, pressentindo o absurdo da falta de sentido que justifique a sua existência.

É certo, George W. Identificou-se com o personagem.

Na FNAC apenas encontrei a v.o. em francês por €3.47

PS: Peço desculpa por na foto Camus ter um cigarro na boca, mas a palhinha do Lucky Luke estava indisponível.

3 Comments:

Blogger MT said...

De facto um livro marcante. Brevemente vou estrear uma curta metragem baseada nele ;).

12:59 da tarde  
Blogger fvaz said...

Quando li o livro imaginei o belo filme que daria. Desconhecia na altura que Visconto já realizara "Lo Straniero" com Marcelo Mastroianni no papel de Meursault.

Parabéns Miguel.

4:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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7:40 da tarde  

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